[Não me negues, jamais, a tua pele]
Não me negues, jamais, a tua pele
roçando em minha pele enceguecida,
nem me deixes a implorar por tua boca
a recusar-se a um beijo, por vontade,
e mesmo evite deixar teus cabelos
longe do toque dos tristes dedos meus
pois só a um deus, amada, é facultada,
essa frieza de emoções distantes
e de recusas, ainda que jocosas…
Eu sou humano, amor meu, tenho suores,
e arrepios, e sofro e me desato
se tu me negas um beijo, por recato,
Ou me rejeitas carinho, por vaidade!
Poema sexto da obra

dedicada à minha esposa, Tatiana
(2000)
(Robertson Frizero Barros)