Quando pensei em uma imagem que se associasse a este poema, escrito em aniversários passados, este quadro, ‘O quarto de Van Gogh em Arles’, pareceu-me expressar bem essa idéia de desesperança momentânea. Ainda que tão rico em cores, como todas as obras do artista holandês, a imagem desse quarto vazio sempre me trouxe à mente isolamento, monotonia, a idéia de um mundo particular do artista que escolhe se afastar de um mundo que não consegue compreender.
Em mim, por sorte, esses pensamentos limitam-se a instantes, breves como o poema. Eles existem, e em dias como este, em que completo mais um ano de vida, parecem aflorar junto com o inevitável balanço do que fiz de minha vida nesses trinta e oito anos. Mas, se há razões para abatimento e tristeza, há muitas mais para me sentir feliz com o que conquistei até hoje. Sobretudo, tenho ao meu lado alguém que é bem maior do que qualquer um de meus pobres sonhos de escritor, alguém que vale mais que qualquer glória passageira - Tatiana. E ao lembrar dela, e de meus pais, e de seus pais, e de meu cunhado, e de meus amigos, meus alunos - vejo que sou mais feliz que mereço.
frizero, adorei o poema, principalmente a última frase “os mundos sempre giraram…”
coincidência ou sintonia, estava trabalhando esses dias num texto que tinha como idéia uma montanha-russa, sempre girando….
Quando pensei em uma imagem que se associasse a este poema, escrito em aniversários passados, este quadro, ‘O quarto de Van Gogh em Arles’, pareceu-me expressar bem essa idéia de desesperança momentânea. Ainda que tão rico em cores, como todas as obras do artista holandês, a imagem desse quarto vazio sempre me trouxe à mente isolamento, monotonia, a idéia de um mundo particular do artista que escolhe se afastar de um mundo que não consegue compreender.
Em mim, por sorte, esses pensamentos limitam-se a instantes, breves como o poema. Eles existem, e em dias como este, em que completo mais um ano de vida, parecem aflorar junto com o inevitável balanço do que fiz de minha vida nesses trinta e oito anos. Mas, se há razões para abatimento e tristeza, há muitas mais para me sentir feliz com o que conquistei até hoje. Sobretudo, tenho ao meu lado alguém que é bem maior do que qualquer um de meus pobres sonhos de escritor, alguém que vale mais que qualquer glória passageira - Tatiana. E ao lembrar dela, e de meus pais, e de seus pais, e de meu cunhado, e de meus amigos, meus alunos - vejo que sou mais feliz que mereço.
Nossa Frizero amigo,
quanto pessimismo! Cruzes!
Ainda bem que o comentário diz que se limitam a instantes.
Alto astral please!
Tatiana, por favor, mantenha esse garoto no alto que é o lugar que ele merece!
Abraços.
frizero, adorei o poema, principalmente a última frase “os mundos sempre giraram…”
coincidência ou sintonia, estava trabalhando esses dias num texto que tinha como idéia uma montanha-russa, sempre girando….
um beijo!
O “Instante” foi reproduzido neste blog, de Gabriela O., com os devidos créditos:
http://minhaantenaparabolica.blogspot.com/2007/09/instante.html