Thursday, June 28, 2007

Divulgação: SOLTE O VERBO

Estarei ministrando uma das oficinas do projeto SOLTE O VERBO, do Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo, e aproveito este espaço para divulgar um pouco da minha faceta de professor…


SOLTE O VERBO

De 16 de julho a 20 de outubro é tempo de soltar o verbo no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo.

O projeto SOLTE O VERBO prevê diversas oficinas de criação literária que envolvem:

  • Aulas;
  • Participação em saraus;
  • Participação em espetáculo de encerramento do módulo;
  • Publicação de textos na internet;
  • Mostra de trabalhos, fotos e vídeos em exposições;
  • Participação em sessões de contações de histórias.

A inscrição para as oficinas oferece a possibilidade de participação em todas as atividades. Uma vez definido o dia e horário de preferência dos interessados para cada oficina, faremos as inscrições no Caffè di Trento(mezanino do CCCEV), a partir de 3 de julho.

Cada oficina:

  • Uma vez por semana;
  • Duração de 40 horas (30 horas aula + 10 horas de participação em atividades paralelas);
  • Certificados de participação para alunos que tiverem 75% de presença;
  • Sala exclusiva (O Retrato – 4º andar do CCCEV), com todo o suporte técnico (projeção, DVD, VHS, TV, flipchart).

Valores de inscrição por oficina (total de 40 horas - com aulas de julho a setembro):

R$ 150,00 (que poderão ser parcelados em 3 vezes, com cheques)

R$ 100,00 (para estudantes e acima de 60 anos).

 

OFICINA

OPÇÃO 1

OPÇÃO 2

OPÇÃO 3

Poesia e Performance
Telma Scherer

Iniciação ao Conto
Maurício Chemello

Literatura infantil e juvenil*
Cláudia Laidens

Poesia e Canção
Diego Petrarca

Criação Poética
Lorenzo Ribas

Contação de Histórias
Grupo da UFRGS

Crônicas
Jaime Cimenti

 

Literatura em Língua Inglesa -

Robertson Frizero Barros **

SEG
(manhã)

QUI
(manhã)

SÁB
(manhã)

TER
(manhã)

SEX
(manhã)

SEG
(tarde)

SEG
(noite)

QUA
(manhã)

SEG
(tarde)

QUA
(tarde)

TER
(tarde)

SÁB
(manhã)

SÁB
(tarde)

SÁB
(manhã)

QUA
(noite)

QUA
(noite)

SEG
(tarde)

QUA
(tarde)

TER
(tarde)

SÁB
(manhã)

SÁB
(tarde)

SÁB
(manhã)

QUA
(noite)

SÁB
(tarde)

* A oficina de Literatura infantil e juvenil é voltada para alunos com mais de 50 anos

** A oficina de Literatura em Língua Inglesa prevê conhecimento Intermediário/Avançado no idioma, pois será ministrada inteiramente em inglês, bem como serão usados os textos originais, tanto teóricos quanto de literatura.

Posted by Frizero at 16:44:24 | Permalink | Comments (7)

Gal

Gal Costa Ela entrou em cena e a mulher do meu lado começou a cantar.  E assim ficou durante todo o espetáculo.  Cantarolando no meu ouvido!

A cena talvez fosse irritante se a cantora que dominava o palco não fosse Gal Costa.  Em um concerto minimalista, no qual foi acompanhada apenas pelo perfeito violão de Luís Meira, ela mostrou porque é ainda hoje considerada uma das mais belas vozes do Brasil.  O repertório não apresentou maiores novidades - a não ser uma interpretação magistral de “Mulher, eu sei”, de Chico César, na qual regeu o público em deliciosa interação, e a lembrança de “Meu Primeiro Amor”, de Cascatinha & Inhana.  Gal Costa relembrou seus maiores sucessos com uma precisão técnica que a coloca naquela categoria rara - a mesma de Ná Ozzetti, Teresa Salgueiro, Maria Bethânia - das cantoras às quais parece impossível desafinar.

Não é fácil segurar um público de mais de mil espectadores com um espetáculo sem pirotecnias, projeções de vídeo, dançarinos exóticos ou a alegria postiça que costuma dominar os palcos atuais do Brasil.  Era apenas Gal Costa e seus quarenta anos de carreira, e um violão que passeava sem tropeços entre os acordes flamencos de “Vapor Barato” e a tranquilidade bossanovista do melhor de João Gilberto e Tom Jobim.  Luís Meira, cabe ressaltar, é daqueles instrumentistas que sabem inventar sem descambar por experimentalismos gratuitos.  E o espetáculo Voz & Violão de Gal Costa tem espaço até para o improviso, a experimentação e o novo, fruto de sua alma jazzística e da coragem da cantora em arriscar-se em coisas novas, como o beebop e os vocalizes surpreendentes que inseriu aqui e acolá, dando um gostinho de blues a Dorival Caymmi ou um caráter mais sombrio a uma canção conhecida de Chico Buarque. 

São poucas as cantoras que conseguem sustentar um espetáculo daquela grandeza apenas com sua voz e um violão.  Menor ainda o número das que são capazes de fazer um público enorme como aquele dançar ao som do frevo apenas com sua voz, palmas e nada mais.  Gal Costa passa para o público a impressão de que é muito fácil cantar como ela.  Sua voz é sempre precisa, afinada, ainda que repleta de estranhamento.  Seu registro tão particular dá-nos a sensação de uma estridência suave, de um limite próximo ao exagero, mas é mera impossibilidade nossa de compreender tamanho talento vocal.  Ouví-la ao vivo não tem qualquer comparação com as inúmeras gravações feitas por Gal Costa, e as canções inéditas apresentadas por ela no concerto pareciam ser compostas especialmente para a sua voz. 

No dia 27 de junho de 2007, assisti, embevecido, ao espetáculo que Gal Costa ofereceu aos porto-alegrenses.  Do meu lado, uma mulher começou a cantar assim que a artista entrou no palco.  Mas, como reclamar da minha vizinha de poltrona?  A culpa é de Gal Costa e de sua incitação velada a que cantarolemos cada canção que sua bela voz torna tão sua.

Posted by Frizero at 12:07:49 | Permalink | Comments (1) »