A imagem é um detalhe do quadro “Annunciation”, do pintor contemporâneo estadunidense C. Edmund Sullivan. Ainda há artistas plásticos devotados a pintar o belo, acreditem.
Este poema tem dez anos. Foi escrito no ano em que dei por encerrado esse que seria o meu primeiro volume de poesias, “À Minha Memória”, ainda inédito. Mas ainda sinto a atualidade de seus versos cá dentro - aniversários são sempre datas muito estranhas para mim, nas quais acabo por me alegrar diante dos gestos de carinho dos amigos próximos e distantes, mas que invariavelmente se revestem de uma melancolia, de uma solidão inexplicável, de uma vontade de estar longe e de uma sensação de frustração diante dos anos que ficaram para trás. A ironia deste poema talvez seja uma tentativa de fugir desse estado de alma tão confuso…mas verdadeiro e presente neste exato momento em que escrevo.
“Beto”!
Foi um prazer ler teu poema em Z.H, e agora saber que tens a tempos este desejo de re-escrever-se… Bem, feliz aniversário e parabéns pelas palavras.
“Zero Hora”, jornal de Porto Alegre, publicou este poema em 15 de agosto de 2006, no mesmo dia em que eu o coloquei aqui neste meu registro diário… Foi um inusitado - e muito bem-vindo - presente de aniversário!
Beto,
Seu poema me fez lembrar de um alegre episódio da minha própria história, que não deixou de ser um tanto “dolorido” também: aos quinze dias do mês de agosto de mil novecentos e noventa, às 12h e 50 mim, estava na minha “Terra Natal” dando à luz um belo menino. Chama-se Pedro Henrique. Ontem ele completou 16 anos e se apresentou na VIII Tertúlia Romântica (evento cultural promovido pelo colégio onde ele estuda). Detalhe: ele tocou na guitarra a Sinfonia nº 40 de Mozart. O aniversário era dele, mas a apresentação foi um presente para mim.
Tenho dois grandes e verdadeiros amigos: meus filhos. Representam a melhor parte de mim mesma, e dão sentido pleno à minha existência tanto quanto o ato de escrever.
Eecreva, poeta!!! Quem sabe nadar no oceano das letras possui o dom de encantar as mais terríveis feras marinhas e terrestres, além de amansar os monstros da própria mente.
Abs,
Denise Policarpo
Obrigado pela bela história, Denise! Trazer ao mundo um filho é, certamente, uma obra de arte bem mais sublime que escrever um poema. Mas adorei saber da feliz coincidência de termos nascido - Napoleão Bonaparte, eu e teu filho Pedro Henrique - na mesma data e quase no mesmo horário: de Napoleão nada sei, mas eu nasci às 12h07, sob o céu do Rio de Janeiro, atrapalhando o almoço de minha mãe e da equipe médica, assim como deve ter feito o Pedro Henrique…
Ter leitores como você é um prazer e uma motivação a mais para seguir escrevendo. Obrigado pelo carinho!
Frizero,
Sou tua fã, poeta!
Gostaria de ter em mim essa garra que te faz criar. Tua poesia me encanta e toca os pontos mais recônditos de minha frágil alma. São belas e fortes tuas palavras. Sucesso, amigo!!!
Denise Policarpo
Melancolia total.
Nascer sem vontade.
Eu lírico que desacredita da vida.
Me parece que nada o faz sofrer tanto
quanto o próprio viver.
Achei que o título do livro “À minha memória”
é um achado, muito bom, e
essa poesia me faz ver o eu lírico
distante de si mesmo: “não me acontece nada”
o que reforça a idéia
de escrever a sua memória, porque se não escrever
não terá nada, nada, nada, nem
um “funesto fado”.
Abraço.
A imagem é um detalhe do quadro “Annunciation”, do pintor contemporâneo estadunidense C. Edmund Sullivan. Ainda há artistas plásticos devotados a pintar o belo, acreditem.
Este poema tem dez anos. Foi escrito no ano em que dei por encerrado esse que seria o meu primeiro volume de poesias, “À Minha Memória”, ainda inédito. Mas ainda sinto a atualidade de seus versos cá dentro - aniversários são sempre datas muito estranhas para mim, nas quais acabo por me alegrar diante dos gestos de carinho dos amigos próximos e distantes, mas que invariavelmente se revestem de uma melancolia, de uma solidão inexplicável, de uma vontade de estar longe e de uma sensação de frustração diante dos anos que ficaram para trás. A ironia deste poema talvez seja uma tentativa de fugir desse estado de alma tão confuso…mas verdadeiro e presente neste exato momento em que escrevo.
“Beto”!
Foi um prazer ler teu poema em Z.H, e agora saber que tens a tempos este desejo de re-escrever-se… Bem, feliz aniversário e parabéns pelas palavras.
Um abraço.
Carmen Silvia Presotto
“Zero Hora”, jornal de Porto Alegre, publicou este poema em 15 de agosto de 2006, no mesmo dia em que eu o coloquei aqui neste meu registro diário… Foi um inusitado - e muito bem-vindo - presente de aniversário!
Beto,
Seu poema me fez lembrar de um alegre episódio da minha própria história, que não deixou de ser um tanto “dolorido” também: aos quinze dias do mês de agosto de mil novecentos e noventa, às 12h e 50 mim, estava na minha “Terra Natal” dando à luz um belo menino. Chama-se Pedro Henrique. Ontem ele completou 16 anos e se apresentou na VIII Tertúlia Romântica (evento cultural promovido pelo colégio onde ele estuda). Detalhe: ele tocou na guitarra a Sinfonia nº 40 de Mozart. O aniversário era dele, mas a apresentação foi um presente para mim.
Tenho dois grandes e verdadeiros amigos: meus filhos. Representam a melhor parte de mim mesma, e dão sentido pleno à minha existência tanto quanto o ato de escrever.
Eecreva, poeta!!! Quem sabe nadar no oceano das letras possui o dom de encantar as mais terríveis feras marinhas e terrestres, além de amansar os monstros da própria mente.
Abs,
Denise Policarpo
Obrigado pela bela história, Denise! Trazer ao mundo um filho é, certamente, uma obra de arte bem mais sublime que escrever um poema. Mas adorei saber da feliz coincidência de termos nascido - Napoleão Bonaparte, eu e teu filho Pedro Henrique - na mesma data e quase no mesmo horário: de Napoleão nada sei, mas eu nasci às 12h07, sob o céu do Rio de Janeiro, atrapalhando o almoço de minha mãe e da equipe médica, assim como deve ter feito o Pedro Henrique…
Ter leitores como você é um prazer e uma motivação a mais para seguir escrevendo. Obrigado pelo carinho!
Frizero,
Sou tua fã, poeta!
Gostaria de ter em mim essa garra que te faz criar. Tua poesia me encanta e toca os pontos mais recônditos de minha frágil alma. São belas e fortes tuas palavras. Sucesso, amigo!!!
Denise Policarpo
Melancolia total.
Nascer sem vontade.
Eu lírico que desacredita da vida.
Me parece que nada o faz sofrer tanto
quanto o próprio viver.
Achei que o título do livro “À minha memória”
é um achado, muito bom, e
essa poesia me faz ver o eu lírico
distante de si mesmo: “não me acontece nada”
o que reforça a idéia
de escrever a sua memória, porque se não escrever
não terá nada, nada, nada, nem
um “funesto fado”.
Abraço.
legal adorei
legal adorei