Onze de Setembro, o filme
Os estadunidenses demorarão ainda muito tempo para deglutir - e compreender em sua totalidade - aqueles que foram os mais impressionantes e sangrentos ataques terroristas da história recente da humanidade. Mas para o cinema de Hollywood bastaram quatro anos para que o trauma fosse superado e os incidentes do dia 11 de setembro de 2001 começassem a ser usados como enredo de filmes-catástrofe e dramas os mais diversos baseados nas histórias recolhidas dos sobreviventes e familiares das vítimas daqueles terríveis acontecimentos.
O primeiro destes filmes a chegar aos olhos do público é “Flight 93″ (sem título definitivo em português), um telefilme que retrata os eventos ocorridos no vôo Newark-San Francisco, o último a ser seqüestrado pelos terroristas da rede Al-Qaeda naquele dia e cujo destino final planejado pelos seqüestradores seria o Capitólio, em Washington DC.
Os produtores do filme afirmam que as situações retratadas em “Flight 93″ foram coletadas de depoimentos de parentes das vítimas que, de alguma forma, tiveram contato telefônico com passageiros daquele vôo, bem como de informações coletadas pelas comunicações gravadas na caixa preta do avião e nos contatos via rádio. Contudo, há cenas no filme que levam o expectador mais crítico a questionar a veracidade de tais ocorrências em uma situação de tamanha comoção como deve ter sido aquela dos minutos vividos entre o anúncio do seqüestro e a queda final do avião. (…) O contraponto entre os terroristas e os passageiros, contudo, é corajoso em tempos de politicamente correto: os vilões vestem negro e evocam o nome de Alá enquanto matam pessoas de tempos em tempos; os norte-americanos rezam o padre-nosso e defendem-se do ataque inimigo com bravura - uma coragem que, em que pese qualquer crítica ao patriotismo de encomenda do filme, foi real e salvou vidas ao provocar o desvio do vôo para a Pensilvânia, onde iria se chocar contra o solo de uma fazenda. Não há nenhum temor dos produtores e do diretor em retratar os seqüestradores da forma que eles realmente eram: terroristas cruéis, radicais islâmicos que usam o nome de seu Deus como justificativa para suas ações tenebrosas a bordo da aeronave seqüestrada. Também não há o temor de mostrar os passageiros como eles realmente eram, em sua exata diversidade, sem a tentativa tola de incluir esta ou aquela etnia entre os atores escalados à guisa de cumprir cotas; tampouco o diretor se esquiva de mostrar a fé das vítimas - há cenas em que a oração cristã do Pai Nosso é recitada com o fervor que se pode imaginar em alguém que vislumbra a morte que chega. E não, não há nenhuma menção de judeus orando suas preces ou passageiros muçulmanos fazendo o mesmo, como seria de se esperar em um filme hollywoodiano, para não ferir suscetibilidades; e isso ocorre por conta da decisão dos produtores, a bem da veracidade do que ocorreu naquele específico episódio.
“Flight 93″ é, contudo, apenas o primeiro de uma série de filmes relacionados aos atentados terroristas de 11 de setembro a serem exibidos nos próximos meses - e talvez seja o mais verossímil de todos. (…)
Meu medo é que o Onze de Setembro venha a ser tratado, em função da enxurrada de filmes e teledramas que começam a surgir sobre o assunto, com a mesma estúpida leviandade de alguns rebeldes sem causa que vemos por aí, andando por nossas ruas brasileiras com camisetas que ostentam louvores a Osama Bin Laden ou fazendo troça com a queda das torres gêmeas do World Trade Center - como se o simbolismo anti-imperialista e a necessidade de parecer engajado fossem mais importante que as vidas destruídas covardemente nos ataques terroristas que diariamente assolam o mundo, e que encontraram naquela data fatídica um novo e macabro exemplo que muitos ainda lutam dolorosamente por esquecer. (LEIA O TEXTO COMPLETO ABAIXO)
Os estadunidenses demorarão ainda muito tempo para deglutir - e compreender em sua totalidade - aqueles que foram os mais impressionantes e sangrentos ataques terroristas da história recente da humanidade. Mas para o cinema de Hollywood bastaram quatro anos para que o trauma fosse superado e os incidentes do dia 11 de setembro de 2001 começassem a ser usados como enredo de filmes-catástrofe e dramas os mais diversos baseados nas histórias recolhidas dos sobreviventes e familiares das vítimas daqueles terríveis acontecimentos.
O primeiro destes filmes a chegar aos olhos do público é “Flight 93″ (sem título definitivo em português), um telefilme que retrata os eventos ocorridos no vôo Newark-San Francisco, o último a ser seqüestrado pelos terroristas da rede Al-Qaeda naquele dia e cujo destino final planejado pelos seqüestradores seria o Capitólio, em Washington DC.
Os produtores do filme afirmam que as situações retratadas em “Flight 93″ foram coletadas de depoimentos de parentes das vítimas que, de alguma forma, tiveram contato telefônico com passageiros daquele vôo, bem como de informações coletadas pelas comunicações gravadas na caixa preta do avião e nos contatos via rádio. Contudo, há cenas no filme que levam o expectador mais crítico a questionar a veracidade de tais ocorrências em uma situação de tamanha comoção como deve ter sido aquela dos minutos vividos entre o anúncio do seqüestro e a queda final do avião. Uma dessas cenas, já no terço final do filme, mostra o momento em que supostamente os passageiros se deram conta de que precisavam tomar uma decisão sobre que atitude tomar diante do seqüestro e do já anunciado destino fatal: em um momento fílmico no qual se busca uma certa força simbólica relacionada aos valores da América, os passageiros - ainda que moralmente abalados por uma situação de tamanha pressão emocional - evocam a importância de manter a democracia nas decisões a serem tomadas pelo grupo e decidem fazer uma votação para saber qual era a opinião da maioria sobre se deveriam ou não lutar contra os terroristas a bordo do vôo 93. E a luta se dá com os objetos que os passageiros tinham à mão - travesseiros, talheres e copos de bordo, pequenos aparelhos eletrônicos como discman e afins, qualquer coisa que servisse de arma para tentar reverter a situação de coação -, o que em um primeiro momento até pareceria risível se o desfecho do filme (e a realidade do destino dos passageiros do vôo 93) não fosse já conhecido por todos.
O contraponto entre os terroristas e os passageiros, contudo, é corajoso em tempos de politicamente correto: os vilões vestem negro e evocam o nome de Alá enquanto matam pessoas de tempos em tempos; os norte-americanos rezam o padre-nosso e defendem-se do ataque inimigo com bravura - uma coragem que, em que pese qualquer crítica ao patriotismo de encomenda do filme, foi real e salvou vidas ao provocar o desvio do vôo para a Pensilvânia, onde iria se chocar contra o solo de uma fazenda. Não há nenhum temor dos produtores e do diretor em retratar os seqüestradores da forma que eles realmente eram: terroristas cruéis, radicais islâmicos que usam o nome de seu Deus como justificativa para suas ações tenebrosas a bordo da aeronave seqüestrada. Também não há o temor de mostrar os passageiros como eles realmente eram, em sua exata diversidade, sem a tentativa tola de incluir esta ou aquela etnia entre os atores escalados à guisa de cumprir cotas; tampouco o diretor se esquiva de mostrar a fé das vítimas - há cenas em que a oração cristã do Pai Nosso é recitada com o fervor que se pode imaginar em alguém que vislumbra a morte que chega. E não, não há nenhuma menção de judeus orando suas preces ou passageiros muçulmanos fazendo o mesmo, como seria de se esperar em um filme hollywoodiano, para não ferir suscetibilidades; e isso ocorre por conta da decisão dos produtores, a bem da veracidade do que ocorreu naquele específico episódio.
“Flight 93″ é, contudo, apenas o primeiro de uma série de filmes relacionados aos atentados terroristas de 11 de setembro a serem exibidos nos próximos meses - e talvez seja o mais verossímil de todos. Seus similares vão desde uma outra versão, esta para o cinema, do mesmo episódio do seqüestro do vôo Newark-San Francisco (e também intitulada “Flight 93″) a uma minissérie para a televisão sobre todas as ocorrências do Onze de Setembro. Há ainda um filme, dirigido por Oliver Stone, no qual Nicolas Cage é um policial que fica preso em uma das torres do World Trade Center. Somar-se-ão a estes o drama ”Reign O’er Me”, sobre um homem que perdeu sua família na queda das torres gêmeas, com Adam Sandler e Don Cheadle e o filme-catástrofe “102 Minutes”, adaptação de um livro de sucesso que descreve a correria dos sobreviventes que conseguiram escapar das torres do World Trade Center.
Confesso que há questões éticas que me levam a pensar na validade de tais filmes - e no quanto diretores e produtores estarão realmente empenhados em manter viva a história daquele dramático dia ou apenas buscando deslanchar produtos audiovisuais de retorno financeiro garantido e imediato. Creio que são perguntas às quais jamais encontraremos resposta - e que serão seguramente exploradas pela mídia em geral, suscitando acalorados debates. Espero, apenas, que a nossa curiosidade ao buscar tais filmes não fale mais alto que a nossa memória afetiva do que foi aquele dia para os que vivemos tal momento histórico e, sobretudo, não apague em nome do entretenimento a realidade do sofrimento das pessoas que ali perderam seus entes queridos por conta da ação injustificável do terror sem fronteiras, qualquer que seja sua coloração política ou religiosa, étnica ou social.
Meu medo é que o Onze de Setembro venha a ser tratado, em função da enxurrada de filmes e teledramas que começam a surgir sobre o assunto, com a mesma estúpida leviandade de alguns rebeldes sem causa que vemos por aí, andando por nossas ruas brasileiras com camisetas que ostentam louvores a Osama Bin Laden ou fazendo troça com a queda das torres gêmeas do World Trade Center - como se o simbolismo anti-imperialista e a necessidade de parecer engajado fossem mais importante que as vidas destruídas covardemente nos ataques terroristas que diariamente assolam o mundo, e que encontraram naquela data fatídica um novo e macabro exemplo que muitos ainda lutam dolorosamente por esquecer.
Há uma fábrica de roupas da Bolívia que está fabricando, “devido ao grande número de interessados, sobretudo entre os jovens”, segundo o empresário Raul Valda, dono da confecção, suéteres que reproduzem o modelo usado pelo novo presidente do país, o recém-eleito Evo Morales, em suas viagens a vários países depois do resultado das eleições presidenciais. O valor das peças deverá oscilar entre R$ 18,00 e R$22,00, estima Valda. O empresário afirmou que as encomendas do exterior já começaram a surgir, sobretudo de países da América Latina como o Brasil e a Venezuela. Ele espera poder acelerar a produção nos próximos dias para poder levar algumas peças para venda ainda nesta edição latino-americana do Fórum Social Mundial, realizada em 2006 em Caracas, na Venezuela.
Com o slogan “DASPU - a moda da vida”, a griffe, capitaneada por prostitutas fluminenses e cujo nome parodia a famosa loja de departamentos de luxo de São Paulo, promoveu em 13 de janeiro de 2006 seu primeiro desfile, em evento paralelo aos do Rio Fashion Week. A DASPU, que conta até mesmo com uma moderna
No São Paulo Fashion Week, por sua vez, o curioso era observar os anônimos que compareceram ao prédio da Bienal de Arte, no Parque do Ibirapuera, com o mero propósito de ver os famosos que por ali transitavam ou serem vistos. Para tal, esses aspirantes a celebridade vestiam o que podiam para chamar a atenção, por vezes reproduzindo a estranheza causada pelos modelos apresentados nas coleções outono-inverno em desfiles realizados a portas fechadas, para convidados, cujos temas variaram desde uma homenagem ao universo do cangaço (com direito a trouxas de roupa, latas d’água e balaios nas cabeças das modelos) aos bordéis dos anos 1920, da Bíblia a Chapeuzinho Vermelho - segundo os estilistas, estas serão algumas das tendências do outono e do inverno de 2006.
Ellen Johnson-Sirleaf nasceu em 1939 em Monrovia, capital de seu país, uma cidade batizada em homenagem ao presidente estadunidense, James Monroe, que estabeleceu uma colônia no continente africano para receber ex-escravos, a qual se tornaria o primeiro país independente da África, a Libéria. Líder do Partido da Unidade (Unity Party), Elen Johnson-Sirleaf estudou na Universidade de Harvard, foi economista sênior do Banco Mundial e vice-presidente do CitiBank, além de Ministra das Finanças da Libéria e consultora da Organização das Nações Unidas para a Economia na África.
Michelle Bachelet nasceu em Santiago do Chile em 1951, filha de uma arqueóloga e de um general-de-brigada do Exército do Chile - posteriormente assassinado em uma sessão de tortura durante o regime militar que depôs o presidente eleito Salvador Allende, nos anos 1970. Médica e pós-graduada em Ciências Militares, fala fluentemente, além do espanhol, sua língua materna, o inglês, o alemão, o francês e o português. Foi consultora da Organização das Nações Unidas para a Saúde na América Latina e, nos primeiros anos do século XXI, foi Ministra da Saúde e também Ministra de Defesa Nacional.