Abismo de Pássaros
Os poemas são pássaros
nascidos no longínqüo,
sem ninho ou destino,
que vivem sem tempo.
Sem pouso e sem vontade,
seguem voando, eternos,
nas linhas de meu horizonte.
O poema é, em si:
vaga na angústia do sonho,
segue o vento em vôo lento,
mergulha das densas alturas
e eterniza-se, por fim,
abismando-se em mim.
Da obra
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(1996)
(Robertson Frizero Barros)