E isto é arte!
(Marina Abramovic, artista sérvia)
Leio hoje, 26 de outubro, nas páginas de Zero Hora, o nosso arremedo de jornal em formato tablóide aqui de Porto Alegre, mais uma matéria sobre a Bienal do Mercosul, evento que está a acontecer na cidade. E mais uma vez sou surpreendido por minha total ignorância sobre o que seja a arte.(…) (LEIA O TEXTO COMPLETO ABAIXO)
(Marina Abramovic, artista sérvia)
Leio hoje, 26 de outubro, nas páginas de Zero Hora, o nosso arremedo de jornal em formato tablóide aqui de Porto Alegre, mais uma matéria sobre a Bienal do Mercosul, evento que está a acontecer na cidade. E mais uma vez sou surpreendido por minha total ignorância sobre o que seja a arte.
O jornal ensina-me que Marina Abramovic é uma iugoslava, de ascendência sérvia, que projetou-se internacionalmente como artista a partir de suas performances, segundo ZH, de “caráter radical, em que por mais de uma vez colocou em risco a própria vida”. E isto é arte!
Em Porto Alegre, sua criatividade comparece por meio de uma instalação em vídeo na qual cinco projeções simultâneas mostram um coral de crianças de uma escola chamada “Nações Unidas” regido pela artista vestida de esqueleto, um rosto de menina, um rosto de menino, a artista segurando uma bobina de Tesla e uma imagem das crianças deitadas no chão formando uma estrela de cinco pontas. E isto é arte, mas se você (como eu) não considerou assim, é porque não percebeu a ironia do trabalho: o vídeo foi rodado no Museu de Tesla, uma homenagem ao engenheiro, também sérvio, que deu nome à bobina supracitada, o qual era um pacifista e que morreu na miséria, nos Estados Unidos da América; a escola das crianças chama-se “Nações Unidas”; o esqueleto lembra a morte; a estrela lembra a morte; o negro lembra a morte… Entendeu agora? Isso mesmo: a obra é uma contestação contra a indiferença da Organização das Nações Unidas e dos Estados Unidos da América diante da Guerra dos Bálcãs!
Outras obras (?) da artista merecem ser citadas: em uma delas, ela se colocava ao lado de uma mesa repleta de objetos e segurava um cartaz que dizia algo como “Há 72 objetos sobre a mesa que podem ser usados em mim conforme desejarem. Eu sou o objeto.” - e dentre os utensílios e substâncias havia mel, batom, azeite, tinta, um machado (sic!) e um revólver… E isto é arte!
Quer mais do mesmo? A artista e seu companheiro, também artista, promoveram uma performance em que ela sustentava um arco com o peso do corpo enquanto ele direcionava uma flecha para o coração da mulher… Ah, e nem nos momentos mais íntimos da vida Marina Abramovic perde a chance de brindar o público com suas performances: quando se separaram, ela e o companheiro artista posicionaram-se cada um em uma extremidade da Muralha da China e foram caminhando de encontro um ao outro. Ao se cruzarem no meio da jornada, disseram um para o outro apenas uma palavra: Adeus.
E isto é arte, senhores.
Voltamos para aquela coisa do Rei estar nú, quem não entende essa arte é tachado de burro. Só que na verdade ninguém entende, ou melhor, isso não é arte, é pura enganação. E essa artista com certeza deve ganhar muitos prêmios e ser subsidiada por governos e/ou instituições, com um dinheiro que serviria muito para resolver problemas sociais dos mais diversos. Garanto que lá na Bósnia se poderia ajudar muita gente com as verbas que se usa para mostrar esse tipo de "arte"!
vocês são todos uns ignorantes…isso é arte sim…informem-se,leiam sobre performance e pode ser que entendam o que marina abramovic faz…..se as vossas cabeças não forem demasiado duras para entender….ignorantes!!!
A função da arte, até onde compreendo, é comunicar-se com o público. Se eu preciso ler, informar-me, especializar-me na arte de Marina Abramovic para entender a arte de Marina Abramovic… será que esta comunicação está realmente sendo feita?
SInceramente creio que já se foi o tempo em que as pessoas eram obrigadas a aceitar tudo em nome da arte. Eu, pelo menos, não me sinto mais na obrigação de fingir que a arte contemporânea me agrada para me sentir aceito ou me fazer de intelectual.
Mas, enfim, talvez seja apenas uma questão de “cabeça dura” de minha parte…
Quanto a isto como à vida, aplico um lema de vida do meu pai: “se não puderes dizer bem, não digas nada.” Quanto a aplicar isto à vida, está mesmo a ver-se qual é o resultado; quanto à arte, não me parece que venha algum mal ao mundo.
a arte ñ é feita para se gostar. a arte é feita, é realizada, é construida pelas mãos do artista ao ñ…. mas é sempre pensada e idealizada pelo artista. cm o abstracionismo um pintor sabe k ker representar 2 kuadrados numa tela, mas ñ sabe a posição, ele tem milhoes de hipoteses até chegar á k é apresentada na galeria. é esse o valor k se tem k dar á obra de arte, a ideia k está por tras da forma fisica, e é muito injusto km desvaloriza as horas de trabalho de um pintor, de um escultor, porke nos artistas ñ desvalorizamos as horas de trabalho e o esforço fisico de uma molher a dias , do homem do banco ou do carteiro